17 de jun de 2017

Resenha - Vida e Morte, Crepúsculo Reimaginado

SINOPSE
Quando Beaufort Swan se muda para a melancólica cidade de Forks e conhece a misteriosa e atraente Edythe Cullen, sua vida dá uma guinada emocionante e apavorante. Com a pele de porcelana, os olhos dourados, uma voz hipnótica e dons sobrenaturais, Edythe é ao mesmo tempo enigmática e irresistível. O que Beau não percebe é que, quanto mais se aproxima dela, maior o perigo para ele e para os que o cercam. E pode ser tarde demais para voltar atrás... Em comemoração ao aniversário de 10 anos da publicação de Crepúsculo nos Estados Unidos, Stephenie Meyer fez Vida e Morte, uma corajosa releitura da icônica história de amor que vai surpreender e encantar os leitores. Esta edição especial dupla inclui ainda um prefácio da autora e o romance original na íntegra.
Aqui estou eu, alegremente, depois de ter lido a edição de aniversário da Saga Crepúsculo, onde somos apresentados à Edythe e Beau. Ao contrário do que muitos pensam, "Vida e Morte" não é a mesma história de Crepúsculo e os protagonistas, na verdade, não são os personagens em posições trocadas. Apesar da ideia inicial ter sido esta e do marketing alegar isso, Stephenie Meyer foi além do "trocar os personagens de lugar", ela criou vida e personalidades próprias para eles, portanto, ao conhecer Beaufort (Beau), percebi que em nada se parecia com Bella ou com Edward, e o mesmo aconteceu com Edythe.

Beau é um jovem com os hormônios a flor da pele, um garoto bastante comum que teve o famoso "estirão de crescimento", e, por isso, é totalmente desengonçado. Gostei muito do novo personagem principal, pois diferente de Bella, ele sabe que é bonito, não tem aquela chatice de autopiedade e seu lado destrambelhado tem uma justificativa  bastante aceitável.

Ele é um personagem muito divertido, e uma das minhas partes preferidas é seu ótimo envolvimento com o pai, diferente de Bella que nunca deixava Charlie se aproximar e participar de sua vida (Charlie foi basicamente um peso morto na Saga original). Edythe Cullen também não é nada parecida com Edward e passa longe de ser uma vampira sexo frágil. Ela tem personalidade forte, sabe o que quer e vai atrás do que quer sem remorsos, sem ficar dialogando sobre o destino de sua alma, como Edward fazia.

A história em si tem uma essência parecida com a da saga original, com relação ao humano descobrir que o outro é um vampiro, mas como disse antes, Vida e Morte possui a mesma essência, mas não é "igual". Um dos pontos mais fortes do livro, em minha opinião, é a forma como a tia Steph abordou os assuntos de uma forma diferenciada, respeitando as novas personalidades de seus personagens e o fato do Beau ser um garoto, o que o levou, portanto, a não fazer as mesmas escolhas que a Bella.

No início, confesso que foi difícil me acostumar com os novos nomes, mas quando percebo que eles possuíam personalidades e vidas próprias, foi mais fácil "separar" Bella e Edward de Beau e Edythe, e curtir a história até o final.

E falando em final, vale mencionar que a edição comemorativa possui um desfecho totalmente diferente de Crepúsculo e muito, muito, muito interessante. Fiquei de queixo caído ao ver tudo acontecer de forma diferente, e morrendo de vontade de dar spoiler no Twitter, só pra ver se alguém já tinha lido e se queria conversar a respeito, hahaha. A mudança no desfecho foi feita com a intenção de responder ao "e se" que ficou na mente de muitos leitores ao ler a saga original, mas acredito que também tenha sido uma forma de deixar o enredo num beco sem saída, sem possibilidade para continuar, já que é apenas uma edição de aniversário. 

Olha gente, confesso que sou só elogios com esta história. Eu já tinha gostado da saga original (com exceção de Lua Nova), mas Vida e Morte superou minhas expectativas e me envolveu de uma forma muito mais gostosa. Desta vez, confesso que fiquei com ressaca literária ♡
Mensagem: Vida e Morte me passou uma mensagem parecida com a de Crepúsculo, de que todos são dignos de serem amados, mesmo sendo alguém destrambelhado ou pouco descolado. Beau não se considerava um patinho feio, mas devido ao seu tamanho, era destrambelhado e paga alguns micos vez ou outra. Ele era, obviamente, o garoto menos descolado da escola, mas isso não o isentou de encontrar um par, um amor de verdade. Acho que esta é uma boa lição para o público teen, a de que não precisamos nos adequar aos "padrões" dos outros para sermos especial. Somos especiais em nosso próprio jeitinho. 
Opinião Final: Recomendadíssimo! Gostei da história original do Crepúsculo, mas gostei mais ainda dessa versão, por muitos fatores. AMEI.
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